terça-feira, janeiro 02, 2018

bandeirar





o tempo para e me olha direto do que fui do que serei
há uma saudade chovendo lá fora molhando uma saudade do que nunca tive
ela me abre me revela como uma trêmula chama eterna no declive
me molha e uma lágrima chora sem nada acontecer além do tamborilar

talvez eu me incline para tentar decifrar se é dor ou falta
neste sorriso triste que resiste até as quedas mais altas
 mas que algo decline para eu não trombar atrás de águas calmas

este mar nos meus olhos só vai se acalmar quando a alma falar
e o coração sujeito presente do indicativo a indicar o ritmo para o agora continuar

neste momento a emoção em ondas me pula sete vezes tremula em maresia as sensações no corpo volta a quem deixou saudade pela vida inteira e eu sou bandeira estiada até o topo.


+Às 16h43, Rafael Belo, terça-feira, 02 de janeiro de 2018+

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